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Metodologia e transparência

Esta página explica como o Nutrição Pro funciona por dentro: onde entra a inteligência artificial, quais regras o sistema aplica, quais equações e fórmulas usa e de onde vêm os dados dos alimentos. As listas de regras e equações abaixo são lidas diretamente do código do sistema, então refletem o que ele faz hoje.

1. Princípio: a decisão é do nutricionista

O Nutrição Pro é uma ferramenta de apoio para nutricionistas com CRN ativo. A IA automatiza tarefas operacionais, como organizar texto, ler laudos e sugerir uma primeira versão do cardápio. A avaliação, o diagnóstico nutricional e a prescrição são sempre do profissional, que pode revisar e alterar tudo o que o sistema sugere.

2. Onde a inteligência artificial é usada

A IA aparece em só três recursos. Cada um consome créditos e fica registrado no histórico de uso do profissional. Os dados vão para a Anthropic, fornecedora dos modelos Claude, somente no momento da solicitação.

Leitura das observações do cardápio · Claude Haiku 4.5 (Anthropic) · 1 crédito(s)

O que é enviado: Somente o texto que o nutricionista escreve no campo "Observações" ao gerar um cardápio.

O que faz: Transforma o texto em ajustes estruturados (ex.: "sem lactose", "2000 kcal") que o gerador aplica. O resultado aparece na tela para conferência.

O que não faz: Não escolhe alimentos nem monta o cardápio. Se a IA estiver indisponível, o cardápio é gerado normalmente pelas regras abaixo.

Consulta ao vivo · Claude Opus 5 (Anthropic) · 4 crédito(s)

O que é enviado: A transcrição da consulta, feita no próprio navegador, e nome, sexo e idade do paciente.

O que faz: Organiza um rascunho da anamnese e de um resumo SOAP a partir do que foi dito.

O que não faz: Não acrescenta diagnósticos, não prescreve e não salva nada sozinha: o nutricionista revisa e decide o que entra no prontuário.

Leitura de laudos (exames e bioimpedância) · Claude Opus 5 (Anthropic) · 3 crédito(s)

O que é enviado: O PDF ou a foto do laudo enviado pelo nutricionista.

O que faz: Extrai os valores e as faixas de referência do laboratório; o sistema então destaca o que está fora da faixa.

O que não faz: Não interpreta clinicamente os resultados. Os valores são mostrados para conferência antes de salvar.

Quando a IA da consulta cita uma diretriz na avaliação ou no plano, ela só pode escolher entre as fontes da lista abaixo. Qualquer outra citação é descartada pelo sistema antes de chegar à tela, então a IA não consegue inventar uma referência.

Diretrizes que a IA pode citar (versão 2026-10b)
  • Dietary Reference Intakes (DRI) · National Academies (IOM), 1997–2023 · Necessidades de energia e nutrientes
  • Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª ed. · Ministério da Saúde, 2014 · Alimentação saudável e alimentos in natura
  • Guideline: Sugars intake for adults and children · OMS, 2015 · Açúcares livres
  • Diretrizes Brasileiras de Obesidade · ABESO, 2016 · Obesidade e sobrepeso
  • Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes · SBD, edição vigente · Diabetes e pré-diabetes
  • Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose · SBC, edição vigente · Dislipidemias
  • Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial · SBC, edição vigente · Hipertensão
  • KDOQI Clinical Practice Guideline for Nutrition in CKD: 2020 Update · NKF / Academy of Nutrition and Dietetics, 2020 · Doença renal crônica
  • ESPEN guideline on clinical nutrition and hydration in geriatrics · ESPEN, 2019 · Idosos
  • ESPEN practical guideline: Clinical Nutrition in cancer · ESPEN, 2021 · Oncologia
  • Diretrizes BRASPEN de terapia nutricional · BRASPEN, edição vigente do tema · Terapia nutricional clínica
  • Gestational weight gain charts: results from the Brazilian Maternal and Child Nutrition Consortium (Kac G et al., Am J Clin Nutr 2021;113:1351-60) — Quadro de ganho de peso gestacional cumulativo · Ministério da Saúde / SISVAN, 2024 · Ganho de peso na gestação (curvas brasileiras)
  • Weight Gain During Pregnancy: Reexamining the Guidelines · IOM, 2009 · Ganho de peso na gestação
  • WHO Child Growth Standards / Growth Reference 5–19 anos · OMS, 2006/2007 · Crescimento infantil e adolescente
  • Nutrition and Athletic Performance (posicionamento conjunto) · AND / Dietitians of Canada / ACSM, 2016 · Nutrição esportiva
  • KDIGO 2012 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of CKD · KDIGO, 2012 · Doença renal crônica
  • ESPEN guideline on clinical nutrition in the intensive care unit · ESPEN, 2019 · Paciente crítico e queimados
  • Evidence-based recommendations for optimal dietary protein intake in older people (PROT-AGE) · Bauer J et al., JAMDA, 2013 · Proteína no idoso
  • Validation of the Mini Nutritional Assessment short-form (MNA-SF) · Kaiser MJ et al., J Nutr Health Aging, 2009 · Triagem nutricional do idoso
  • Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde (SISVAN) · Ministério da Saúde, 2011 · Classificação antropométrica por fase da vida
  • ISSN Position Stand: protein and exercise · ISSN, 2017 · Proteína e exercício

3. Como o cardápio é gerado (regras “se/então”)

A montagem automática do cardápio não usa IA. Ela segue regras fixas sobre a Tabela TACO, a Tabnut e os alimentos cadastrados pelo próprio nutricionista:

  • Cada refeição segue uma estrutura fixa de grupos (ex.: almoço = carboidrato + proteína + leguminosa + verdura), para manter o prato coerente.
  • Nunca entram como item de refeição: ingredientes crus de receita (farinhas, fermento), temperos isolados, gorduras e açúcares puros, bebidas alcoólicas e refrigerantes, embutidos (presunto, salsicha, linguiça, bacon) e vísceras.
  • As restrições do paciente vêm de três lugares: o formulário do cardápio, a ficha (restrições e alimentos excluídos) e a anamnese mais recente (alergias, aversões e restrições).
  • Alimentos excluídos por nome (ex.: "berinjela") são removidos quando o termo aparece no nome do alimento.
  • A meta de calorias é dividida entre as refeições e a quantidade de cada alimento é ajustada, dentro de limites mínimos e máximos em gramas.
  • Para cada item o sistema guarda até 3 substituições equivalentes, com diferença de no máximo 15% nas calorias e que também respeitam as restrições.
  • Quando o paciente troca um item, a prescrição original é mantida e o nutricionista vê a troca.

Restrições alimentares — se o paciente tem a restrição, então:

RestriçãoO que o sistema remove
Sem lactoseRemove leite, queijos, iogurte, requeijão, coalhada, ricota e demais alimentos da categoria Leite e derivados.
Sem glútenRemove alimentos com trigo, aveia, cevada ou centeio no nome, além de pão, macarrão, massas, biscoitos, bolachas e bolos.
Sem carneRemove carnes e pescados.
Sem peixeRemove todos os alimentos da categoria Pescados.
Sem ovoRemove ovos e preparações de ovo (cozido, frito, mexido, omelete, pochê).
VegetarianoRemove carnes e pescados; mantém ovos e laticínios.
VeganoRemove carnes, pescados, ovos e laticínios.
Baixo FODMAPRemove alimentos ricos em FODMAP segundo as diretrizes Monash: trigo e derivados, alho e cebola, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, soja), lácteos com lactose, frutas como maçã, pera, manga e melancia, e adoçantes como mel, agave e polióis.
Sem frutos do marRemove crustáceos e moluscos (camarão, caranguejo, siri, lagosta, mexilhão, ostra, lula, polvo etc.). Peixe é uma restrição separada.
Sem amendoim/oleaginosasRemove amendoim, paçoca, castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, pistache, macadâmia, caju e pinhão.
Sem sojaRemove soja e derivados (tofu, shoyu, missô, edamame, proteína texturizada, leite de soja).
Sem frutoseRemove mel, agave, xaropes de milho/glicose e frutas ricas em frutose (maçã, pera, manga, melancia, uva, caqui, figo, cereja, ameixa, pêssego, damasco, tâmara, passas). Banana, morango, abacaxi, laranja e mamão continuam liberados.

A identificação é feita pelo nome e pela categoria do alimento na base. Por isso o cardápio gerado deve sempre ser revisado, principalmente em casos de alergia grave.

4. Equações de gasto energético

O nutricionista escolhe a equação na ficha de cada paciente. Para as equações de taxa metabólica basal (TMB), o gasto total é TMB × fator de atividade × fator de lesão/estresse. A equação DRI/IOM já calcula o gasto total, com o nível de atividade dentro da fórmula. O profissional também pode informar o valor manualmente, e o cálculo usado fica registrado em cada cardápio, aparece na tela do cardápio e sai impresso junto com a referência da equação.

DRI / IOM (EER) · gasto energético total

Todas as idades, saudáveis: lactentes e crianças até 2 anos (pela idade em meses), crianças de 3 a 8 anos, de 9 a 18 anos e adultos. O nível de atividade entra na própria fórmula. Gestação e lactação recebem o adicional da DRI.

Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids. Washington, DC: National Academies Press; 2005.

Mifflin-St Jeor · taxa metabólica basal

Adultos saudáveis, incluindo pessoas com sobrepeso e obesidade.

Mifflin MD, St Jeor ST, Hill LA, Scott BJ, Daugherty SA, Koh YO. A new predictive equation for resting energy expenditure in healthy individuals. Am J Clin Nutr. 1990;51(2):241-7.

Harris-Benedict · taxa metabólica basal

Adultos. Tende a superestimar o gasto em pessoas com obesidade.

Harris JA, Benedict FG. A Biometric Study of Human Basal Metabolism. Proc Natl Acad Sci USA. 1918;4(12):370-3. (Carnegie Institution of Washington, 1919.)

FAO/OMS/ONU (1985) · taxa metabólica basal

A partir de 10 anos, com equações por faixa etária e sexo.

FAO/WHO/UNU. Energy and protein requirements. Report of a Joint FAO/WHO/UNU Expert Consultation. WHO Technical Report Series 724. Geneva: WHO; 1985.

Schofield (peso) · taxa metabólica basal

Todas as idades, inclusive crianças de 0 a 10 anos; usada pela OMS para crianças.

Schofield WN. Predicting basal metabolic rate, new standards and review of previous work. Hum Nutr Clin Nutr. 1985;39 Suppl 1:5-41.

Cunningham · taxa metabólica basal · usa massa magra

Adultos fisicamente ativos e atletas. Usa a massa livre de gordura (massa magra).

Cunningham JJ. A reanalysis of the factors influencing basal metabolic rate in normal adults. Am J Clin Nutr. 1980;33(11):2372-4.

Katch-McArdle · taxa metabólica basal · usa massa magra

Adultos com composição corporal conhecida. Usa a massa livre de gordura (massa magra).

McArdle WD, Katch FI, Katch VL. Exercise Physiology: Energy, Nutrition, and Human Performance. Philadelphia: Lea & Febiger; 1986.

Curreri (queimados) · gasto energético total

Adultos queimados. Usa o percentual de superfície corporal queimada (SCQ) do perfil clínico. Tende a superestimar o gasto; reavalie com a evolução e, se possível, com calorimetria.

Curreri PW, Richmond D, Marvin J, Baxter CR. Dietary requirements of patients with major burns. J Am Diet Assoc. 1974;65(4):415-7.

Fatores de atividade sugeridos: Acamado 1,2 · Acamado + móvel 1,25 · Deambulando 1,3 · Sedentário 1,2 · Levemente ativo 1,375 · Moderadamente ativo 1,55 · Muito ativo 1,725 · Extremamente ativo 1,9.

Fatores de lesão/estresse: Sem complicação 1 · Pós-operatório 1,1 · Fratura 1,2 · Sepse 1,3 · Peritonite 1,4 · Politraumatismo 1,5 · Politraumatismo + sepse 1,6 · Queimadura 30–50% 1,7 · Queimadura 50–70% 1,8 · Queimadura 70–90% 2.

5. Percentual de gordura por dobras cutâneas

Na antropometria o nutricionista escolhe a fórmula. A densidade corporal é convertida em percentual de gordura pela equação de Siri (1961).

  • Durnin & Womersley (4 dobras)
  • Faulkner (4 dobras)
  • Pollock 3 dobras (Jackson-Pollock)
  • Pollock 7 dobras (Jackson-Pollock)
  • Guedes (3 dobras)
  • Petroski (4 dobras)

6. Bases de dados de alimentos

  • TACO: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª edição (NEPA/UNICAMP), com a numeração oficial.
  • Tabnut: tradução da base do USDA (SR25) feita pela UNIFESP, para alimentos que não estão na TACO.
  • Alimentos próprios: cadastrados pelo nutricionista, com a fonte informada por ele.
  • Rótulos de industrializados (Open Food Facts, base aberta e colaborativa): valores por 100 g declarados pelo fabricante. Só entram no cardápio quando o nutricionista busca e escolhe o produto; o gerador automático nunca sugere produtos de marca. O produto escolhido fica salvo entre os alimentos do nutricionista, com o código de barras como referência.

7. Neutralidade comercial e conflito de interesse

  • O Nutrição Pro não recebe patrocínio nem pagamento de indústrias de alimentos, suplementos ou ultraprocessados.
  • Nenhuma marca ou produto é promovido nos cardápios, nas receitas ou nas sugestões de troca.
  • As regras de seleção de alimentos são as descritas nesta página e não recebem influência comercial.
  • A receita do sistema vem apenas das assinaturas e dos pacotes de créditos pagos pelos próprios profissionais.

8. Nível de evidência dos suplementos

Cada suplemento do catálogo mostra um nível de evidência, para quem a evidência vale, o tamanho do efeito esperado e as fontes. Nenhuma marca é citada. Itens de nível C exibem um aviso para o profissional justificar a indicação no prontuário.

  • A · Evidência forte: Diretrizes ou meta-análises de ensaios clínicos com efeito consistente na indicação descrita.
  • B · Evidência moderada: Ensaios clínicos com resultados favoráveis, mas efeito modesto, dependente de dose/cepa ou restrito a subgrupos.
  • C · Evidência limitada: Estudos pequenos, resultados inconsistentes ou benefício não demonstrado em quem não tem deficiência.

Versão 2026-10. A classificação está em validação por nutricionistas e pode mudar.

9. Populações especiais

O perfil clínico do paciente (gestação, lactação, doença renal, queimadura, câncer, prática esportiva) e a faixa etária ajustam o cálculo de energia e as faixas de referência mostradas na ficha. As faixas são apoio à decisão: o nutricionista define a conduta.

  • Crianças e adolescentes: escore-z de peso/idade, estatura/idade e IMC/idade pelas curvas da OMS (padrões de 2006 até 5 anos; referência de 2007 de 5 a 19 anos), calculado pelo método LMS com as tabelas oficiais, e classificação do SISVAN/Ministério da Saúde. Energia pela DRI/IOM 2005, inclusive abaixo de 3 anos (pela idade em meses).
  • Gestantes: idade gestacional pela DUM; adicional de energia da DRI (+0, +340 e +452 kcal por trimestre); proteína de 1,1 g/kg/dia; ganho de peso cumulativo pelo quadro do Ministério da Saúde (2024), baseado nas curvas brasileiras de Kac et al. (AJCN 2021), as mesmas da Caderneta da Gestante:
    • Baixo peso (IMC < 18,5) (P18 a P34): até 13 semanas 0,2 a 1,2 kg; até 27 semanas 5,6 a 7,2 kg; até 40 semanas 9,7 a 12,2 kg.
    • Eutrofia (IMC ≥ 18,5 e < 25) (P10 a P34): até 13 semanas -1,8 a 0,7 kg; até 27 semanas 3,1 a 6,3 kg; até 40 semanas 8 a 12 kg.
    • Sobrepeso (IMC ≥ 25 e < 30) (P18 a P27): até 13 semanas -1,6 a -0,05 kg; até 27 semanas 2,3 a 3,7 kg; até 40 semanas 7 a 9 kg.
    • Obesidade (IMC ≥ 30) (P27 a P38): até 13 semanas -1,6 a 0,05 kg; até 27 semanas 1,1 a 2,7 kg; até 40 semanas 5 a 7,2 kg.
    Em 13, 27 e 40 semanas o sistema usa os valores do quadro. Nas semanas intermediárias a faixa é estimada em linha reta entre esses pontos e só é marcada como abaixo ou acima quando a diferença passa de 0,5 kg; a confirmação deve ser feita no gráfico de ganho de peso da Caderneta.
  • Lactantes: +330 kcal (0 a 6 meses) ou +400 kcal (7 a 12 meses) e proteína de 1,3 g/kg/dia (DRI).
  • Idosos: IMC pelos pontos de corte de Lipschitz (SISVAN); alerta de panturrilha abaixo de 31 cm; proteína de 1,0 a 1,2 g/kg/dia, ou 1,2 a 1,5 com doença aguda ou crônica (PROT-AGE, ESPEN); triagem pela MAN reduzida.
  • Atletas: proteína de 1,4 a 2,0 g/kg/dia (ISSN) e carboidrato de 3 a 12 g/kg/dia conforme o volume de treino (AND/ACSM 2016).
  • Doença renal crônica: proteína conforme estágio e diálise (KDOQI 2020; KDIGO 2012), energia de 25 a 35 kcal/kg/dia e sódio abaixo de 2,3 g/dia.
  • Queimados: energia pela equação de Curreri e proteína de 1,5 a 2,0 g/kg/dia (ESPEN UTI).
  • Oncologia (em tratamento): energia de 25 a 30 kcal/kg/dia e proteína acima de 1,0, idealmente 1,5 g/kg/dia (ESPEN 2021).

Conteúdo em revisão técnica por nutricionistas e sujeito a ajustes.

10. Dieta planetária (sustentabilidade)

Cada cardápio mostra uma estimativa da pegada de carbono (kg de CO₂ equivalente) e do uso de água doce por dia, e compara as quantidades de cada grupo de alimentos com a dieta de referência da Comissão EAT-Lancet (Willett et al., Lancet 2019), ajustada às calorias do plano.

  • Cada alimento é encaixado numa categoria pelo nome e pela categoria da tabela de composição. O impacto por kg de cada categoria vem de: Clark M, Springmann M, Rayner M, et al. Estimating the environmental impacts of 57,000 food products. PNAS 2022;119(33):e2120584119. Dados via Our World in Data (owid-datasets). São dados de produtos vendidos no Reino Unido, usados como ordem de grandeza; alimentos sem categoria segura ficam de fora e são listados.
  • Referência EAT-Lancet para 2.500 kcal/dia: cereais (de preferência integrais) 232 g; tubérculos 50 g; verduras e legumes 300 g; frutas 200 g; leite e derivados 250 g; carne bovina e ovina 7 g; carne suína 7 g; aves 29 g; ovos 13 g; peixes e frutos do mar 28 g; feijão, lentilha, grão-de-bico 50 g; soja 25 g; amendoim 25 g; castanhas e nozes 25 g; óleos insaturados 40 g; gorduras saturadas (manteiga, banha) 11,8 g; açúcar de adição 31 g.
  • É uma ferramenta de orientação e educação, não um critério de prescrição. Revisão técnica pendente.

11. Imagens corporais

Por cautela ética e em respeito aos códigos do CFN/CRN, o Nutrição Pro não recebe fotos corporais de pacientes e não gera modelos 3D ou imagens de “antes e depois”. Esse recurso fica suspenso até existirem orientações regulatórias explícitas sobre o tema.

12. Dados e LGPD

Dados de saúde são tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018). Os detalhes (quais dados, com quem são compartilhados e seus direitos) estão na Política de Privacidade.

Dúvidas ou sugestões sobre a metodologia: privacidade@thinkingtools.health.